A física polonesa Maria Skodowska Curie (1867-1934) é uma famosa personagem da história da ciência. Foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel, conseguindo se destacar como pesquisadora em uma época em que as universidades eram um domínio masculino. Mas qual, afinal, foi sua contribuição importante à ciência? Podemos dizer que, com a colaboração de seu marido Pierre Curie, ela “inventou” a radioatividade e descobriu novos elementos radioativos – o tório, o polônio e o rádio. Foi apenas a partir do seu trabalho que surgiu um enorme interesse pelos fenômenos radioativos e que essa área começou a se desenvolver de fato.
Em lembrança aos 144 anos do seu nascimento, no ano escolhido para marcar o centenário do segundo Prémio Nobel de Química concedido à cientista polaca.
Marie Curie, que fez importantes descobertas na área da radioactividade, foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e uma das poucas personalidades a receber duas vezes a distinção instituída pelo inventor da dinamite, Alfred Nobel, no seu testamento.
Os seus trabalhos sobre a radioactividade alargaram os conhecimentos da física nuclear. Ela identificou dois novos elementos químicos, o rádio e o polónio, abrindo as portas para uma nova era da medicina com grandes avanços no tratamento de combate ao cancro.
Em 1903, a cientista recebeu o prémio Nobel de Física ao lado do marido Pierre Curie e Henri Becquerel. Oito anos mais tarde conquistou sozinha o Nobel de Química.
No período posterior, Maria Curie continuou seu trabalho de pesquisadora, mas sem obter outros resultados espetaculares como os do início de sua carreira. Durante a primeira guerra mundial, dedicou-se a aplicações médicas dos raios X, e depois da guerra empenhou-se no trabalho de organizar seu laboratório, obter verbas, treinar novos pesquisadores, coordenar novas investigações e proporcionar condições de trabalho aos jovens. Depois de muitos problemas de saúde, em grande parte associados à sua exposição à radiação, acabou por falecer em 1934.

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